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Certa vez, aqui no escritório, recebemos a visita de um possível cliente, dono de uma pequena empresa, interessado em um ‘trabalho urgente’ com seus funcionários. Solicitamos que ele explicasse sua necessidade e expectativa com um possível trabalho. Prontamente, ele explicou que seus líderes estavam demasiadamente desmotivados depois de perder um cliente grande e importante para a instituição. O que ele mais precisava no momento era restabelecer o engajamento destes líderes com a empresa.

Para certificar que estávamos ‘indo pelo mesmo caminho’ perguntamos:

– Você busca restabelecer a confiança de seus líderes na empresa e na própria equipe, isto?

Rapidamente ele respondeu:

– Exatamente! Preciso que eles desenvolvam uma ‘nova mentalidade’, se engajem mais com o trabalho para conseguirmos ir em busca de novos clientes.

– Você quer que eles mudem a ‘mentalidade’ e ajam de maneira diferente?

– Exato! Vocês tem aí alguma palestra para me ajudar? Podemos fazer no próximo mês que…

– Desculpe interromper… Você acredita mesmo que, em 1h de palestra, nós vamos conseguir modificar a mentalidade de lideranças altamente frustradas e ao mesmo tempo modificar o comportamento deles no trabalho?

Silêncio e pensativo.

– …Pois é…. Entendo… Não é por aí, não é mesmo? Bom, é por isso que procurei vocês! Preciso de ajuda com meu pessoal e principalmente desta sinceridade!

Aqui na Mindstart a gente sempre explica que, para modificar um comportamento, existem 3 passos:

  1. Processo de Cognição – perceber a informação;
  2. Processo de Internalização – adotar esta informação como auto pertencente;
  3. Processo de Prática – exercitar/agir de acordo com esta informação.

Ou seja, é um processo que demanda tempo, persistência e empenho das pessoas. E, quando falamos de grupos, nem é preciso dizer que mudar a dinâmica grupal é bem mais complexo.

E não que a palestra de 1h não seja eficaz. Na verdade ela é uma estratégia específica para o momento de ‘Cognição’ neste processo de mudança.

Para você que precisa promover algum tipo de mudança dentro da empresa (acima de tudo, mudanças que envolvem pessoas), seguem dicas para acertar em cheio na hora de escolher a estratégia correta para sua demanda.

INTERVENÇÕES PONTUAIS OU DE CURTO PRAZO

Geralmente caracterizados por uma demanda específica e pontual, são utilizadas como ferramentas para o longo processo de mudança interna. Estas intervenções não promovem ou garantem obrigatoriamente a mudança, mas ajudam substancialmente a chegarmos lá.

São intervenções que promovem somente o primeiro passo para a mudança de comportamento: Processo de Cognição.

Os modelos destas intervenções geralmente são: Treinamentos; Workshops; Palestras; Rodas de Conversa; entre outros. Comumente possuem poucas horas de imersão, estrutura com começo, meio e fim e um tema bastante específico. E atenção, mesmo que possuam diversas edições ao longo do ano por exemplo, ainda se encaixam em ‘intervenções pontuais’.

São ações ou projetos que visam:

  • Comunicar mudanças culturais;
  • Desenvolver habilidades e competências;
  • Planejar projetos, processos e práticas.

Ou seja, se você quer promover algum dos propósitos acima, pode investir nas ‘Intervenções Pontuais’ sem medo. Você estará utilizando um formato de ação coerente e eficaz com seus objetivos.

INTERVENÇÕES ESTRATÉGICAS OU DE LONGO PRAZO

Aqui o propósito é mais robusto, consistente e, inclusive, audacioso. São demandas altamente conectadas com as grandes mudanças estratégicas da empresa. Geralmente envolvem algum ou vários aspectos da cultura institucional. Lembre-se que quando falamos de ‘cultura’ estamos falando de comportamento, conexão emocional, dinâmica de grupo, regras e práticas explícitas e implícitas, bem como, a maneira como os processos da empresa se desenvolvem.

Este tipo de intervenção é indicado para instituições que buscam uma mudança comportamental profunda. Que querem promover os três passos do processo de mudança comportamental: Processo de Cognição; Internalização e Prática.

Infelizmente não temos muitos modelos destas intervenções no mercado, em parte pois as instituições ainda possuem uma mentalidade de ‘resultado rápido e fácil’ (sei que você não faz parte deste grupo), e de outra forma porque é preciso um contato mais contínuo e profundo com a cultura institucional. Ou seja, é preciso desenvolver um trabalho consistente e de alto nível.

Estas intervenções são comumente desenvolvidas por consultores internos ou assessores externos. Os modelos geralmente são de: Assessorias ou Consultorias de Mudança Organizacional. São diversas horas de imersão mensais que possuem um objetivo específico, mas abrangente. Ou seja, é possível integrar diversas ferramentas, ações e projetos neste tipo de intervenção (inclusive as intervenções de curto prazo).

São projetos que visam:

  • Promover mudanças culturais;
  • Aplicar habilidades e competências;
  • Desenvolver projetos, processos e práticas.

Para qualquer um dos propósitos acima (mesmo que as mudanças esperadas sejam sensíveis) indico que você invista em uma ‘Intervenção Estratégica’. Desta forma é possível garantir mais assertividade para atingir resultados. Nós, na Mindstart, utilizamos os dois modelos de intervenção. Por isso, caso queira diagnosticar do que exatamente seu grupo institucional precisa, basta nos contatar. Sinceridade temos de sobra por aqui!

Autora: Nathassia Poliseni

Formada pela PUCRS com especializações em empreendedorismo e inovação pela Escola de Negócios da PUCRS, em coordenação de grupos pelo Instituto de Psicologia Social Pichon Riviere e em Coaching Psychology pela academia do psicólogo. Possui mais de 12 anos de experiência com recursos humanos em grandes e renomadas empresas e há mais de 5 anos se dedica à atuação especializada no desenvolvimento da autenticidade de pessoas, grupos, lideranças e instituições.

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