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Hoje, quando falamos de desenvolvimento organizacional, é impossível deixar de lado o tema liderança. Esse tópico, bastante debatido e por vezes sendo até banalizado, é de extrema importância no planejamento e na execução estratégica empresarial. Uma empresa com líderes que entendem, assumem e se apropriam de suas funções, certamente são organizações que têm uma vantagem de mercado relevante.

Uma pesquisa feita pela Price Waterhouse Coopers em 2010, em mais de 40 países, apontou que a principal preocupação das empresas relacionada à área de gestão de pessoas está no desenvolvimento de seus líderes. Isso destaca a importância do papel do líder no contexto organizacional.

Uma das formas mais efetivas para entender como desenvolver um estilo de liderança que se adapte com a identidade da empresa é saber identificar os tipos de liderança e como elas se relacionam com a rotina do líder.

Entre as teorias mais clássicas, temos as descobertas de Kurt Lewin. Em seus estudos sobre dinâmicas grupais e comportamento de líderes, ele identificou três tipos de liderança: autocrática, democrática e liberal. Posteriormente, na década de 70, esses estudos criaram o que hoje se entende por liderança situacional. Essas teorias tem como ponto em comum um espectro de liderança que se adapta conforme as demandas, tarefas e pessoas que estão envolvidas na situação.

A liderança autocrática é aquela que tem como base um predomínio de referência no papel do líder e que traz a figura de orientação e de direção. Sua base de poder é na confiança e na lealdade das pessoas com esse sujeito. Neste tipo de relação, existe pouca participação dos liderados nas decisões e definições das ações a serem feitas. Portanto, deve-se tomar muito cuidado para não adotar um padrão disfuncional que se torne autoritário, passando por cima dos outros e causando repulsa do líder por parte da equipe.

A liderança democrática diz respeito ao estágio de maior empatia por parte do líder e de um campo mais aberto de escuta e discussão das metas e planos da empresa. Aqui a voz do líder tem peso, mas já se dissolve em meio às opiniões e visões de outras pessoas da equipe. Mesmo assim, é importante que o líder não deixe de ser responsável pelo resultado e pela condução dos projetos e times. Caso contrário, ele passa a ter um papel de pouca referência e influência sobre os liderados, resultando em burocracias e perda de agilidade nas decisões e processos.

O terceiro tipo de liderança, é como o próprio nome já diz: liberal. Isso pressupõe um papel do líder ainda menor no planejamento e avaliação de caminhos a serem adotados, favorecendo um ambiente de maior inovação e maior autonomia para os liderados. Vale ressaltar que aqui, embora o líder esteja mais distante, ele não pode estar ausente, tendo uma participação de suporte e apoio essencial para que o grupo não se sinta desamparado, desmotivado ou que faça o que bem entender. Nessa hora a responsabilidade do resultado, assim como na liderança democrática, é do líder e este precisa estar atento, pois caso contrário este estilo de liderança pode levar ao desgaste da sua figura, bem como uma queda na produtividade e motivação das pessoas que gerencia.

Todos estes estilos podem ser saudáveis ou tóxicos, dependendo de como o líder faz uso. Saber qual estilo de liderança adotar é essencial para garantir flexibilidade e maior assertividade nas estratégias e processos da empresa, sem perder uma relação qualificada e saudável das equipes.

Um líder que valoriza as pessoas, reconhece sua posição, influencia os times a atingir os objetivos e sabe variar suas formas de comando é um líder preparado para enfrentar as demandas do mercado e para lidar com gestão de pessoas.

Afinal de contas, liderar é sobre pessoas e não sobre coisas ou processos.

Autor: Leonel Zilli


Formado pela PUCRS, com certificação em empreendedorismo e inovação pela mesma. Certificado em Gamificação e técnicas de desenvolvimento de jogos pela University of Pennsylvania. Palestrante e consultor organizacional, dedicando-se à atuação com expertise no desenvolvimento de pessoas, equipes e instituições. Consultor da Allcon, empresa de consultoria e gestão estratégica, consolidada com mais de 1000 clientes espalhados pelo brasil, atuando com treinamentos de liderança e gestão de pessoas. Membro honrado pelo IDEAR (Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação da PUCRS) e autor do Manifesto da Gamificação.

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