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Há quem acredite que sucesso financeiro e produtividade dependem primordialmente da quantidade de horas de trabalho, planejamento bem delimitado e mindset de ‘custe o que custar’.

Estes na verdade são os processos ou ferramentas que podem nos ajudar a chegar ao sucesso financeiro e crescimento. No entanto, o que realmente vai fazer a diferença no resultado é algo mais profundo, complexo e pouco controlável: nossos sentimentos e emoções.

No livro “Feitas para Durar – práticas bem-sucedidas de empresas visionárias” de James C. Collins e Jerry I (que indicamos como leitura básica para líderes e RHs), temos uma passagem que exemplifica muito bem esta importância das emoções dentro das empresas:

“As pessoas ainda têm uma necessidade humana de pertencer a algo de que possam se orgulhar. Elas necessitam de valores e de um objetivo que dê significado às suas vidas e aos seus trabalhos. Elas precisam estar ligadas a outras pessoas, compartilhando com elas crenças e aspirações em comum. Mais do que nunca, as pessoas exigirão que as organizações às quais estão ligadas defendam algo.”

Nesta obra clássica os autores relatam seu longo estudo sobre a longevidade de grandes empresas como Disney, Ford, 3M, entre outras. E a maior descoberta reside justamente no fato de que funcionários emocionalmente conectados com os valores de suas instituições não só produzem melhor, mas também inovam e transmitem o propósito da empresa a seus clientes.

Ou seja, a longevidade e crescimento de uma instituição definitivamente não está somente ligada à quantidade de horas que seus funcionários dedicam ao trabalho, mas sim, à qualidade da relação que estabelecem com os valores e práticas da instituição.

E é simples entender por que estes funcionários são os maiores responsáveis pelo sucesso institucional. Uma vez conectados à instituição, entregam resultados com mais qualidade, proporcionam um ambiente mais equilibrado e saudável e nestas condições se torna mais natural propor ideias, inovar e aprimorar processos.

Não é quantidade de horas ou a excelência do processo. Mas a capacidade de inovar, criar e desenvolver.

Obviamente não estamos renegando a quantidade de horas e a excelência nos processos. Estas são na verdade, ferramentas importantíssimas. O que queremos fortalecer, além das ferramentas, é a força emocional do grupo institucional. Pois são as emoções que regem o funcionamento de processos e a qualidade das entregas afinal.

CUIDAR DAS EMOÇÕES É RENTÁVEL

Trabalhadores envolvidos emocionalmente possuem uma experiência de trabalho muito mais positiva, e isso se traduz em resultados reais para a organização.

O Instituto Gallup (www.gallup.com), referência em pesquisas institucionais, descobriu que trabalhadores emocionalmente conectados são aqueles que chamamos de ‘engajados’. Quando este tipo de relação engajada com a empresa se apresenta, geramos uma situação win-win. A empresa e os funcionários ganham. Veja o que estes funcionários engajados apresentam:

  • Experiência de trabalho positiva
  • Produtividade e melhores resultados
  • Referência no cliente
  • Bem-estar elevado
  • Estilo de vida saudável

O que claramente beneficia a empresa em seu ambiente interno, entrega ao cliente e crescimento financeiro e/ou de mercado.

E o melhor de tudo é que promovemos não só a saúde e sustentabilidade da instituição, mas a saúde e sustentabilidade das pessoas que trabalham nesta instituição.

Não é à toa que a maioria das ferramentas de pesquisa, diagnóstico e people analytics consideram indicadores sobre os estados emocionais das pessoas no ambiente institucional.

POR ONDE COMEÇO?

Lembre-se sempre que as pessoas não se conectam emocionalmente com novas regras ou processos, ou seja, com ‘resoluções’ escritas em um papel. Elas se conectam emocionalmente com o benefício e propósito destas resoluções.

Por isso, o primeiro passo é mergulhar no propósito da instituição e passar a comunicá-lo em tudo que se faz e em tudo que se pensa. O norteador de todos da instituição deve ser sempre a promoção do propósito institucional. Ou seja, é preciso promover consistência entre aquilo que acreditamos e aquilo que decidimos e fazemos.

Evidentemente este é um papel importante que cabe principalmente aos líderes, que devem ser os ‘influenciadores’ dos grupos institucionais.

Somente a partir desta consistência será possível inspirar o restante das pessoas para o mesmo destino.

Ter um propósito claro e consistente vai não só fomentar mais foco como também vai estimular maior criatividade e inovação nas equipes. Pois uma vez entendendo o foco da instituição, me conectando com ele, sou mais capaz de identificar e propor melhoras e inovações, do que quando simplesmente sigo uma regra ou processo desconectado e ‘frio’.

Importante: ‘propósito’ não é ‘ganhar dinheiro’. Este é um fim. ‘Propósito’ se conecta com os valores e a causa da instituição, aquilo que ela deixará de legado para sua comunidade.

Mas este é assunto para aprofundarmos em outro momento.

Outra ferramenta importante para utilizar é justamente o diagnóstico das emoções que prevalecem dentro da instituição.

Atritos? Trabalhe fortemente a Gestão de Conflitos.

Posicionamentos quase opostos de líderes, liderados e equipes? Trabalhe fortemente o alinhamento da comunicação.

Insatisfação? Explore e comunique fortemente o propósito de existir da instituição.

Acima de tudo, mantenha-se conectado com as pessoas e o propósito da instituição. São estas duas frentes que vão garantir primordialmente, o sucesso, longevidade e saúde da sua instituição.

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